segunda-feira, 14 de maio de 2012

Se você ama mesmo deixe-o partir, se ele te amar também irá voltar.


   Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim, um animal feito para voar livre e solto no céu, alegrar quem o observasse.
   Um dia uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele. Ficou contemplando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração acelerado, os olhos brilhantes de emoção. Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
   Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
   E sentiu-se sozinha.
   E pensou: “Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá”.
   O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha e foi preso na gaiola.
   Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão; e mostrava-o para suas amigas, que comentavam: “Mas você é uma pessoa que tem tudo.” Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio – e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.
   Um belo dia, o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
   Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, e a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
   Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater em sua porta. “Por que você veio?” , perguntou á morte.
   “Para que você possa voar de novo com ele nos céus”, a morte respondeu. “Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais; entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo”.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo q os corpos se vejam.

  O desejo profundo, o desejo mais real é aquele de aproximar-se de alguém. A partir daí, começam a ocorrer as reações, o homem e a mulher entram num jogo, mas o q acontece antes - a atração q os juntou - é impossível de explicar. É o desejo intocado, em seu estado puro.
  Quando o desejo ainda está nesse estado puro, o homem e a mulher se apaixonam pela vida, vivem cada instante com reverência, e conscientemente, sempre esperando o momento certo de celebrar a próxima bênção.
  Pessoas assim nao tem pressa, nao precipitam os acontecimentos com ações inconscientes. Elas sabem q o inevitável se manifestará, q o verdadeiro sempre encontra uma maneira de mostrar-se. Quando chega o momento elas nao hesitam, nao perdem uma oportunidade, nao deixam passar nenhum momento mágico, pq respeitam a importância de cada segundo.